Desafios da Usinagem de Ligas Especiais em Tornos Robustos

Como configurar sua máquina para trabalhar com aço inoxidável e ligas de alta dureza sem perder a precisão dimensional.

EXCELÊNCIA TÉCNICA

8/31/20262 min read

Usinar materiais como aço inox 316, titânio ou ligas de níquel exige muito mais do que apenas potência bruta. Esses materiais tendem a endurecer durante o corte e geram temperaturas elevadíssimas na interface entre a ferramenta e a peça. Para superar esses desafios, é necessário um conjunto de alta rigidez mecânica e controle preciso dos parâmetros de avanço e velocidade de corte.

Gestão Térmica e Fluidos de Alta Pressão

O uso de sistemas de refrigeração de alta pressão (CTS) é fundamental para quebrar o cavaco e remover o calor instantaneamente. Em ligas especiais, o calor não se dissipa no cavaco, mas permanece na zona de corte, o que pode causar deformação plástica na ponta da ferramenta. Tornos equipados com bombas de alta performance permitem que o fluido penetre diretamente na zona crítica, aumentando a produtividade.

Estabilidade e Torque em Baixas Rotações

Muitas ligas duras exigem baixas velocidades de corte com grandes profundidades de passada. Isso demanda um motor de spindle com alto torque em baixas rotações e uma transmissão robusta que não patine. A estabilidade estrutural da Tornea Paulista evita que a vibração gerada pelo esforço de corte resulte em quebra de insertos, permitindo usinar materiais exóticos com a mesma confiança de um aço carbono comum.